O que seria o sangue?

O que seria o sangue?
Essa torrente escarlate que nos recheia?
Que, ao menor deslize, extravasa cintilante
e na fragrância da luxúria se incendeia?

O que seria o sangue
esbanjado em tantas guerras e conflitos?
Será que o soldado que agoniza em rubro mangue
nota que, por dentro, é igual aos inimigos?

O que seria o sangue?
O néctar divino do vampiro?
O que gela no prenúncio do flagrante
ou o nefasto sufixo do tiro?

O que seria o sangue?
Seria o que outrora foi Família
ou aquilo que os abusados do volante
precisarão de um pouco de partilha.

Postada originalmente no Recanto das Letras

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