Devaneio de veraneio – II

A carne sempre almeja a condição além. A espertalhona sabe que é perecível e, por isso, se envereda na busca do pós. Do além músculo, sangue, veia, colágeno, cálcio.  Algo que não a faça passar neste mundo apenas como uma sete meia dúzia catorze dezoito barra doze, recheio de unifome, mera força motriz de roleta ou cópia carbonada de uma legião de roldanas. A carne se faz de sonsa, mas é esperta. De tanto viver ali, coladinha com o espírito, aprendeu aos poucos o macete da transcendência.

A carne é a métrica da alma.

Anúncios

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s