Maldito luar

Cai a chuva quente e eu te toco. Nossos beijos molhados e nossas línguas quentes dançam juntas em sincronia lasciva, perversa, carnal. Minha língua e meu hálito quente exploram seu pescoço longuíneo. Sua pele se ruboriza. Minhas mãos furiosas acariciam-lhe a parte interna da coxa e invadem o tecido macio por baixo de sua saia.  Te sinto derretendo aos poucos. Sua perna treme. Seus seios se enrijecem. Você me crava as unhas nas costas, animalesca. Você geme baixo em meu ouvido. Você fica louca. Arranco as calças em frenesi. Impassiva, você me olha. Você me quer. Retiro sua saia por completo. A chuva aumenta. Você está nua! Enquanto isso, a lua cheia nos contempla, eis meu infortúnio. Maldito seja ti, ó luar!

Pois, com sua claridade, penetraste minha amada antes de mim!

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