Chuva sazonal

Deixou o robe cair e permitiu a chuva quente escorrer abaixo vagarosamente pelo seu corpo nu, acariciando-lhe os cabelos, o rosto delicado, os lábios grossos entrebertos, o pescoço longilíneo e os proeminentes ossos dos ombros, causando revigorantes e indescritíveis arrepios. Ao chegar ao busto e às costas, a correnteza seguiu descendo como se a remodelasse, passando com vontade pelos seios entumecidos, com força pelos quadris rijos e seguindo para o centro das suas coxas trêmulas, em constante fluxo. Em êxtase, ela apenas abria os braços e deixava o volume pluvial lavá-la enquanto gemia baixo com os olhos levemente virados. Seu corpo trovejava por dentro e por fora.

Ela estava comigo, a nuvem.

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