Cronos

Acompanhou, em viagem,
a dor dos que não tiveram
dores silenciadas à bala ou pílula

Sedou os que vivem
com a lembrança daqueles que mataram
em seus pensamentos

Viu os médicos
que limpam ferimentos
invisíveis a olhos seminus

Tabelou escrivãos que
contarão a história com o sangue dos
cadáveres aos seus pés

Escutou o motor dos dias
o impassável
e o oni o que for

Viu a luz que brilha
dentro de um
buraco negro

Sentiu a falta
do mas e ou
espera aí

Viu Rauls, Seixas,
Paulos e coelhos
brancos

Viu o início
o fim e o meio
maquiavélicos

Sentiu a unha grande
da mão
de Deus

Mordeu o sarcasmo
e desfez a ironia
de ser-se

Tempou-se

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2 respostas em “Cronos

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