A marcha

Em frenesi pela ditadura imposta pelos hormônios, jovens mascarados e bem nutridos invadem as ruas aos milhares, tomando as calçadas e as vias como em coreografia. Um balé de cores, perfumes e estilos, tanto nas vestimentas quanto nas opções sexuais. Belíssimas palavras de ordem saíam dos megafones e eram repetidas em uníssono. Na vanguarda, bandeiras brancas que demonstram o partidarismo ao antipartidarismo brandam vigorosas perante o totem da interrogação causal. Alguns ambulantes se aglomeram ao lado e, ao redor, as pessoas curiosas que estavam à toa na vida param, tiram fotos com seus celulares e muitos prosseguem juntos do grupo que segue recheando as vias públicas, aproveitando o carnaval fora de época.

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