A favela desceu

“A favela desceu!”
“A favela desceu!”
Fala ela
nada afável
em vê-la

Agora vai
e fala
pra donzela:
“Querida,
sem trela
que todo dia
a favela
desce
à vera”

Ela desce e sobe,
desce e sobe
e até
quebra
de ladinho
do batidão do funk
ao dos ôme

E balas perdidas
acham corpos
e o que
requebrava
quebra
vaza
e mela

“O sangue desceu!”
“O sangue desceu!”

Agora vai
e fala
pra ela:
“Querida,
todo dia
o sangue
desce
à vera”

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