Crônicos diálogos diacrônicos – XXIII

– E aí, amigo, como você está?

– Cara, nem alegre, nem triste.

– Chapado?

– Não, sou poeta.

– Pô, maneiro, hein. Quer um biscoito?

– É sério. Eu sinto as dores do mundo.

– Você deve estar com gases.

– Você não reflete nunca sobre o objetivo da nossa existência? Não confabula sobre a caravana dos dias? Não ouve o choro desesperado da Mãe Natureza ao abraçar o rebento enfermo? Não sente os tremores da locomotiva da vivência rumo a um túnel sem luz no fim? Você não se importa com o planeta?

– Eu? Mas eu só trabalho aqui.

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