Refluxo

Engoli meus próprios versos na manhã de hoje e eles fermentaram em mim durante o dia. Quando chegou a noite, uma explosão percorreu-me o céu da boca da menina dos olhos e, antes que eu pudesse clamar por ajuda, caí de joelhos na grama do jardim e verti quente na terra como suor, sangue e gozo furta-cor. Logo, se ergueu um ser que tinha as minhas feições. Cambaleante e ofuscado com a luz do luar em meio à lama e à grama, ele me perguntou pelo sentido da vida. Só consegui sussurrar para que ele nunca procrastine um verso que seja.

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