Valsa do fuzis travados

A morte do amor no juízo ilegal

pela boca do incauto

que engole verdades para obrar regra

 

A vida matável do homem boçal

é o escarro do carrasco

a vinda do tapa que a face nega

 

Até ser imune

à violência que nos une

 

Renegar o posto de rei e senhor

de candidatos nada cândidos

de pistola na mão como cetro real

 

Não sentir pele, pena e dor

tolerância nem asco

de homens de bens pelo império do maus

 

Até ser imune

à violência que nos une

Que a carne é faca

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