Enciclopédia das inomináveis coisas flutuantes – 1

– Quando os únicos negros de algum lugar se cumprimentam mesmo sem se conhecer.
– Quando bate aquela culpa ao se sentir bem com cheiro de gasolina.
– Quando se tenta imaginar o ponto de vista das crianças e dos bichos, não exatamente nessa ordem.
– Quando você sabe que todos querem falar algo que todos sabem que todos querem falar, mas que ninguém diz sozinho para esperar que todos possam dizer ao mesmo tempo. É como um bingo ao contrário.
– Quando bate um vontade súbita de morrer apenas para observar o luto em sua volta ou, simplesmente, parar de ficar enxergando sempre o próprio nariz.
– Quando alguém que se conhece há anos ri ou chora exatamente da mesma forma que ri ou chorava na infância.
– Quando dá uma vontade irresistível de cair no choro ou no riso apenas porque sim. Ou talvez para se lembrar da própria infância.
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